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Tokusatsu no ocidente ainda terá alguma chance? A Sabanização foi ou ainda é responsável pela não-exibição das séries originais por aqui?
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Essas são algumas questões que surgiram há algum tempo numa das comunidades que temos no Orkut, a Kamen Rider, e a idéia de um artigo a respeito soou interessante de ser redigido, com o objetivo de explicar aos tokufãs como é a realidade acerca disso.
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A origem do termo “sabanização”. Saban Entertainment adquire
Kyoryu Sentai Zyuranger (1993), adaptando-a para o
padrão americano > ocidental e iniciando a franquia que existe até hoje.
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PARTE 1 – ERROS ESTRATÉGICOS E A SATURAÇÃO
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A geração anos 80 (numa média de 30 anos, atualmente) pode se considerar uma “Geração Jaspion” por ter pego, na época da Rede Manchete, o chamado “boom do Tokusatsu”, que se deu basicamente pela explosão de inúmeras séries do gênero sendo exibidas ao mesmo tempo em diversas emissoras (tais como a Globo e a Bandeirantes). Na época, a exploração comercial de tais produções era enorme devido ao retorno financeiro garantido aos patrocinadores e investidores em face do verdadeiro “tsunami” trazido pelo caráter inovador desse tipo de programa para o público.
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No entanto, a primeira grande questão a esse respeito foi um “erro” (por assim dizer) cometido pelas emissoras na época. Em seu país de origem, as séries tokusatsu são exibidas semanalmente, com um episódio por semana (padrão que se mantém até hoje). Porém, ao serem veiculadas por aqui, as mesmas eram exibidas diariamente e, muitas vezes, sem qualquer parâmetro de “controle” (episódios exibidos fora de ordem e até mesmo mais de duas vezes por dia, além de muitos episódios chamados de “tapa-buracos” na programação). A oferta começava a superar a demanda.
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O logotipo da Rede Manchete. Mesmo não exibindo de maneira perfeita,
foi com esta emissora que o Tokusatsu encontrou seu maior destaque no Brasil
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Logo, chegamos à conclusão lógica de que uma das causas da saturação do tokusatsu no Brasil, entre outras, foi o erro estratégico de veiculação pelas emissoras brasileiras, fundado no próprio potencial lucrativo do gênero: a inovação das séries tokusatsu ganhou fortíssimo impacto na época, eis que inédita na TV brasileira na época. Logo, distribuidoras, patrocinadores, empresários, emissoras e TV e fabricantes de brinquedos viram uma autêntica “mina de ouro” e começaram a explorá-la a exaustão. Segundo o próprio Toshi, chegou-se a um momento em que se tinham séries, mas não havia mais espaço nas programações ou até mesmo redes de televisão disponíveis para que estas fossem apresentadas. Essa ânsia de “comer logo o bolo” mostrou-se também como a principal causa da saturação que “matou” as séries originais em nossas terras.
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Enquanto a Manchete começava a cavar sua própria cova aos poucos, no início dos anos 90, a Globo tentava garantir sua fatia da torta exibindo Gyaban, Shaider e Bycrosser. Como sabemos, a Rede Globo nunca se interessou por tal tipo de produção, em contraste com a Manchete, que abriu suas portas com certa relutância (e com um pequeno “QI” do falecido empresário João Batista Murad, o Beto Carreiro) ao empresário Toshihiko Egashira (o “Toshi”), que trouxe a maioria das séries transmitidas na época. Da mesma forma, a Bandeirantes, outrora desinteressada no gênero, exibia Sharivan, Machineman e Metalder com a mesma intenção de aproveitar o sucesso momentâneo. Com isso, o público tokufã da época tinha um verdadeiro “buffet” de séries a seu dispôr, mas que eventualmente se desgastaria com a exploração comercial excessiva do gênero, levando a extinção de séries originais por aqui. Além disso, as exibições contínuas e repetitivas, bem como vários episódios finais de certas séries não terem sido importados para exibição foram fatores importantes neste desgaste prematuro.
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Gyaban foi um dos heróis trazidos ao Brasil para combater a
Rede Manchete. Como consequência, não teve o tratamento adequado.
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PARTE 2 – TOKUSATSU NO BRASIL NUNCA MAIS?
Recentemente, a série Madan Senki Ryukendo, da Takara Tomy, foi adquirida por Egashira e exibida na RedeTV na íntegra. No entanto, saibam os incautos que a série não foi trazida do Japão: Toshi adquiriu os direitos de exibição da empresa latina Swen-Televix, que trouxe a série da Espanha para exibição na América Latina. Logo, Toshi não negociou com altos números: como a série já estava dublada em castelhano e com merchandising praticamente pronto, o empresário não precisou de muito para trazê-la pro Brasil e encaixar em alguma programação por aqui.
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Devido à falta de divulgação e estratégias de marketing, Ryukendo passou no bloco TV Kids da emissora como “mais um desenho infantil” sem alarde. Outra tentativa recente foi a série Ultraman Tiga, da Tsuburaya, trazida originalmente da Terra do Sol Nascente pela Mundial Filmes: após a exibição da série na Record fracassar, os direitos foram vendidos para a Rede 21 (canal a cabo pertencente à Bandeirantes), que exibiu uma única vez a série completa, mas a tirou do ar devido à baixa audiência. Atualmente, a ULBRA TV (canal pertencente à Universidade Luterana do Brasil), sediada em Porto Alegre, exibe séries tokusatsu (Jaspion, Changeman, Jiraiya, Cybercops, Jiban e Ultraman) de forma semelhante aos japoneses: um episódio por semana no bloco infantil da emissora, pela manhã.
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Kamen Rider Black foi uma das séries mais bacanas já exibidas no Brasil, mas um
dos títulos que recebeu aqui foi Blackman. Sorte que o herói enfrentou
mais um vilão (o do mau gosto) e conseguiu emplacar!
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As emissoras NGT, do Rio de Janeiro, e a JAPI TV de Jundiaí, de São Paulo, também exibem ou exibiram séries como Jaspion, Sharivan e Flashman em sua programação. Embora tais exibições sejam claramente ilegais, com os episódios oriundos dos DVDs oficiais da Focus Filmes (no caso de Jaspion, Changeman e Jiraiya) e DVDs piratas feitos por fãs, notou-se certa vibração por parte dos agraciados com as exibições, demonstrando a energia que ainda há por parte dos adoradores do tokusatsu.
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Não esqueçamos, ainda, de outra questão muito importante: a burocracia de importação e custos de mercado. Antes de alguma série/filme/novela ser exibida em um país estrangeiro, há uma série de negociações e investimentos realizados entre a empresa cedente, a distribuidora, o(s) comprador(es), e posteriormente, a rede de televisão. No caso dos tokusatsus, conforme empresários do ramo como Nelson Sato e o próprio Toshi, os gastos com a importação original são extremamente altos; na época do “boom”, devido à popularidade, os lucros obtidos pela exibição e vendagem dos produtos cobriam qualquer alto custo de importação, veiculação e tradução.
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O logotipo da atual Saban Capital Group, que não é mais dona
dos Power Rangers, mas segue investindo no campo do entretenimento
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Atualmente, tais investimentos são arriscadíssimos, pois devido à saturação já mencionada, o lucro obtido é mínimo (por vezes até nulo), o que desestimula as empresas e patrocinadores a investirem nesse tipo de produção. É o velho caso do ganho que não cobre o gasto: se não tem público comercialmente influenciável, não dá certo e a empreitada naufraga. As séries norte-americanas, por exemplo, demandam investimentos muito mais baratos e menos burocráticos, além de terem um público mais expressivo e sem necessidade de persuasão comercial. Essa é a real razão para que determinada distribuidora negocie os infames Power Rangers ao invés de seu Super Sentai original. Mas isto será melhor discutido no ponto seguinte.
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O que ocorre, por certo, é que a questão da saturação vem ligada ao investimento e aos novos tempos: devido ao gênero tokusatsu ter sido explorado de forma avassaladora no passado, virando “carne de vaca”, as importações deixaram de lucrar no bolso dos investidores, o que sepulta os sonhos dos tokufãs de ver novamente o gênero original por aqui. Essa é a verdadeira razão comercial pela qual não vemos mais nossos queridos heróis japoneses da nova geração cortando monstros em nossa tela.
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Jaspion. Fenômeno sem precedentes e com milhares de fãs no Brasil.
Atualmente até DVD possui nas lojas.
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PARTE 3 – A SABANIZAÇÃO E OS TOKUSATSUS NO BRASIL
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No início dos anos 80, o empreendedor Haim Saban, na época ainda desconhecido, foi ao Japão e “descobriu” a magia das séries tokusatsu lá produzidas. Encantado pelos aspectos artísticos ainda inéditos no ocidente, bem como pela imensa capacidade comercial que o gênero tinha (”mina de ouro”, conforme já citamos), Saban levou o sentai Bioman e o metal hero Gyaban para a França, onde tornaram-se verdadeiros fenômenos de audiência (muito semelhante aos fenômenos que Jaspion e Changeman foram – e até hoje são – em nosso país) e garantiram os primeiros dólares do empresário. Anos mais tarde, o empresário viu a chance de trazer tais séries ao mercado americano (o que já havia sido tentado anteriormente, porém a recusa foi generalizada por parte das distribuidoras), com a então brilhante idéia de “adaptar” as mesmas ao público americano: remodelar as histórias das séries originais, escalar um elenco inteiramente americano e utilizar os uniformes, armas e todas as “bugigangas” da série original (inclusive as cenas de batalha). Era a chance que Saban queria… e o começo do pesadelo de muitos fãs do gênero no Brasil.
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Com a criação e exibição dos Power Rangers, em 1993, Saban lucrou como nunca (segundo a revista norte-americana Forbes, ele é considerado a 102º Pessoa mais Rica do Mundo), e logo estabeleceu a franquia da série, que adaptaria todas as séries Sentai a partir de Zyuranger, a fim de conquistar o público americano (o qual, supostamente, não “ia com a cara” dos enlatados japoneses), o que até hoje se mantém. Essa parceria entre Saban e Toei Company gerou e ainda gera a ira de muitos tokufãs, que culpam a empresa e o trabalho do empreendedor judeu pela ausência de tokusatsus originais em nosso país. Aí é que está a inverdade da questão. Na entrevista presente aqui na Tokufriends, Hideaki Tsukada relata ao repórter Christian Lonsing (à revista Multi Mania) que não há um impedimento para que uma série Tokusatsu seja trazida para o país (exceto, é claro, se os direitos de exibição dela estiverem comprados para uma adaptação que será vendida no ocidente).
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Madan Senki Ryukendo. Obteve sucesso mediano no Brasil,
mesmo tendo sido meio que “jogado” na grade da emissora Rede Tv
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É o caso de todos os seriados Super Sentai de Kyoryu Sentai Zyuranger até atualmente, assim como Denkou Chojin Gridman, Kamen Rider Black RX, Spielvan, Metalder, B-Fighter e B-Fighter Kabuto. Há, ainda, o argumento de que a Toei Company entende que as adaptações são melhor aceitas por aqui (devido ao lucro que a empresa obtém com os produtos vendidos pela marca Power Rangers no ocidente), mas teoricamente não há um bloqueio para que uma empresa nacional vá ao Japão, negocie os direitos de uma série e a traga para ser exibida em nosso território. Isso significa que, na prática, séries cujos direitos expiraram no ocidente (Spielvan, Metalder, Kamen Rider Black RX, Gridman, B-Fighter e B-Fighter Kabuto) podem perfeitamente ser trazidas novamente e lançadas por aqui em suas versões originais; no específico caso do Brasil, o público não possui esse suposto “preconceito” (por vezes falacioso) dos público norte-americano, já que a aceitação das produções tokusatsu por aqui vem da época da exibição de National Kid, Ultraman, Spectreman e outros clássicos, que aportaram por aqui bem antes de Jaspion e Changeman. O mesmo se aplica às séries de outras produtoras japonesas igualmente boas, como a Toho Company e a Tsuburaya.
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Ainda que os tokufãs, muito provavelmente frente à raiva e à frustração de ver suas séries favoritas serem literalmente “picoteadas” pelos ianques e transformadas em adaptações (por vezes de qualidade inferior à sua contraparte nipônica), nutram um ódio quase mortal contra os “malditos” adaptadores americanos, não se pode esquecer que o tokusatsu é, acima de tudo, uma fonte de lucro e retorno financeiro, e que a Toei Company e demais produtoras visam esse objetivo. Nenhuma empresa trabalha por amor à camisa, como pensam certos fãs. Logo, se há “culpados” destas adaptações, são nada menos que a Toei e a própria natureza do Tokusatsu: encher de grana os bolsos das produtoras de televisão e de brinquedos. As razões para que não haja mais tokusatsus originais em nossas televisões, já citadas nas partes acima, nada têm a ver com a produção ou franquia de adaptações, contrariando o entendimento difundido em vários sites e fóruns da Internet.
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Kamen Rider – O Cavaleiro Dragão.
A melhor adaptação de uma série japonesa feita no ocidente?
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Algo digno de nota vem pelo fato do surgimento da adaptação da série Kamen Rider Ryuki, denominada Kamen Rider Dragon Knight (renomeado como Kamen Rider: O Cavaleiro Dragão aqui), e a retomada da discussão acerca das adaptações (permeadas pelo nítido receio e desesperança de uma nova franquia de adaptações semelhantes aos Rangers). Porém, a série foi um noticiado fracasso de audiência nos Estados Unidos, demonstrando que não tem fôlego para iniciar um processo de adaptação de séries Kamen Rider (projeto que, conforme noticiado, estava nos planos de Steve Wang, diretor da série, e da Adness Entertainement, empresa que a produziu). Mas mesmo que a série emplacasse e iniciasse uma nova franquia, isso não significaria qualquer bloqueio do Tokusatsu original por aqui.
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Portanto, se você, leitor deste texto, for um empresário e quiser comprar uma série japonesa, pode e deve fazê-lo, pois encontrará um público fiel e consumidor de produtos que levem a marca dos heróis, desde que os mesmos não sejam lançados como os da época das séries na Manchete, cuja qualidade era questionada constantemente. Além disso, há uma certa exigência por parte do público em relação à exibições televisivas.
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E se você leitor, acredita ou acreditava que os Power Rangers impediam a vinda do Tokusatsus originais ao Brasil, saiba que isso foi apenas mais um dos muitos mitos que quase viraram verdade, mas que não corresponde exatamente à realidade.
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(Este artigo é uma opinião, e escrito por Silin Li e Arthur Azambuja para publicação neste site. Mas se você leitor, quiser dar uma contribuição, deixe sua opinião não só postando aqui como enviando um e-mail para nós: tokufriends@gmail.com )
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Se realmente é um mito, por que na época da exibição de Kamen Rider Black RX na Manchete (trazido pela Tikara Filmes) impediu a exibição da versão americana Masked Rider na Globo?
Fiquei sabendo que a Globo mesmo com a série em mãos ficou impedida de exibir, até que o contrato com a Tikara Filmes (que adquiriu o original primeiro) acabasse.
Salve Flávio! (teus desenhos são muito legais! Visitei o blog várias vezes)
Bem, vou pedir ao Arthur que venha aqui e dê a opinião dele também, mas como um dos co-autores deste texto, aqui vai a minha opinião sobre o tema:
Digamos que eu tenha comprado um Sentai para sabanizar. Digamos Zyuranger.
Comprei portanto os direitos dele para onde quero exibir (ocidente).
Esta série japonesa específica um outro empresário não poderá negociar para uma exibição original no ocidente até que o contrato da “sabanização” tenha acabado.
Vejo este como o caso do RX e da *¨%$$¨# do Masked Rider da Saban.
Mas o caso seria diferente se o meu Sentai Sabanizado fosse Zyuranger e um outro empresário quisesse arriscar num Sentai posterior (cujos direitos estejam negociáveis) ou até anterior a Zyuranger.
Esta é a questão. Se uma série tem direitos, sabanizada ou não ela impede uma original de vir. Ou um adaptado.
Mas não impede uma série irmã de vir para o mesmo país da sabanização. teoricamente, para o mesmo horário da sabanização, porém num canal diferente.
Tudo é questão de grana. A Toei certamente venderia uma série se chegássemos lá com 300 mil dólares e negociássemos participação em cima do que for lucrado aqui.
E ae Guyferd! Valeu pela visita ao meu blog!
Entendi agora o que vocês quiseram dizer.
Eu sempre pensei por esse lado. Quando MM Power Rangers surgiram, eu me questionava o por quê de séries como Jetman, Fiveman ou Liveman não serem trazidas para o Brasil.
Ao invés disso a Tikara na época preferiu investir em séries fraquinhas como Patrine, Winspector e Solbrain. O melhorzinho na época era o RX.
Lembro que na época ligava a TV mais na ansiedade de ver Cavaleiros do Zodíaco do que os tokusatsu.
Hoje já é tarde para distribuidoras se interessarem em sentais antes de Zyuranger devido a já ser visto como coisa velha.
Apesar que no próprio EUA outra empresa quis adquirir os direitos de Battle Fever J para adaptar e a Saban conseguiu impedir interferindo com a Toei. Aí os caras tiveram que fazer os Guerreiros Tatuados de Bervelly Hills.
Um fato como esse me deixa na dúvida se Super Sentai não é um gênero cujo os diretos são de total exclusividade da Saban/ Disney.
Na década 2000 os investimentos para o tokusatsu também não foram muito bons a nível comercial. Ultraman Tiga é uma ótima série, mas tem um apelo mais adulto, além da Record ter feito uma péssima exibição da série no inicio da década.
Ano passado trouxeram o fraco Ryukendo para a Rede TV, uma série que dava para perceber desde o inicio que não ia virar nada.
Desde o boom do anime, o investimento em tokusatsu foi bem ruim aqui no Brasil, a ponto de muita gente acreditar que somente Power Rangers faz a cabeça das crianças da nova geração. Na minha opnião é que por um longo tempo estão investindo somente em séries erradas.
Nos anos 2000 por exemplo no Japão surgiram séries de ótimo apelo como Gransazer, Justirizer e Sazer X, séries bem modernas e totalmente livres para a negociação e nem são da Toei. Os Kamen Riders também estavam livres o tempo todo.
Mas os Power Rangers sempre foram prioridade porque a negociação direto com os EUA sempre foi mais comoda.
Resultado: o tokusatsu que já foi popular no Brasil hoje em dia é underground.
Ei, este fato sobre a empresa que fez os Jovens Guerreiros Tatuados ter tentado comprar Battle Fever J eu não sabia não.
No caso do mercado americano, posso apenas imaginar que a Saban tenha feito um acordinho especial, já que a fonte de milhões de dólares poderia ser afetada se a Saban encontrasse uma concorrente e isso desestabilizasse o gênero por lá (o que seria muito semelhante ao que aconteceu aqui, afinal)
Imagino que ela não fosse a dona dos direitos não, mas pode ter colocado na mesa a questão de saturação do mercado, o que afetaria o ganho de dólares.
E como a Toei visa cada vez mais grana…
Quanto ao tokusatsu no Brasil ser underground, infelizmente é a realidade.
Tomara que mude, mas que é difícil, é.
Fala Guyferd blz? É o Zero da comunidade dos Kamen Riders lá do orkut, queria saber a opnião de vcs sobre essa idéia da Disney de relançar os MM Power Rangers lá nos estados unidos e a desição de não adaptar o Shinkenger, vcs acham que isso seria por falta de interesse do publico americano pelos Power Rangers (fora que seria uma série com tematica dificil), pq aqui pelo Brasil não vejo muito futuro deles, já que a Globo tirou do ar o “Força Mistica” sem ternimar a série por falta de audiencia… acham que pode ser um possivel fim da franquia? O que vcs acharam dessa nova cara dos MM Power Rangers? Eu não gostei…
Eu adorei! Ficou lindo!
Eu penso da seguinte maneira: Power Rangers alteraram e fizeram um estrago com a série Zyuranger. E acabaram tomando do próprio veneno, pois agora também sofreram adaptações que causaram estragos.
Os fãs de Power Rangers que sempre foram a favor de adaptações em séries que já estão prontas não deveriam reclamar desta que também é uma adaptação.
Guyferd,
Apesar que na era de ouro do tokusatsu no Brasil o Toshi chegou a avisar a Toei para não soltar as séries nas mãos de seus concorrentes para não haver essa saturação.
A Toei o ignorou e a saturação realmente ocorreu.
Mas no caso dos EUA, a parceria da Toei com a Saban deve ter sido uma mina de ouro bem maior do que rendeu a exibição das séries originais aqui no Brasil. Conseqüentemente Haim Saban acaba tendo mais influência com os executivos da Toei.
excelente materia!
So não concordo que a serie ultraman tiga foi um fracasso na record..pois a mesma dava 8 pontos de audiência segundo o Ibope divulgado na epoca..
Não quis dizer que a série Ultraman Tiga foi um fracasso.
É uma excelente série, teve uma boa aceitação, mas não tem um apelo comercial para gerar um novo boom do tokusatsu aqui no Brasil.
Precisa ter uma série que seja a alavanca para despertar o interesse por várias outras. O Ultraman Tiga é uma série que merece ser adquirida, mas não tem condição de ser o carro chefe.
Já o Ryukendo é besta demais, investir nisso é jogar dinheiro fora, uma vez que existem diversas opções bem melhores.
Opa, desculpe a demora na resposta aqui Zero.
Bom, a minha opinião sobre essa readaptação de Mighty Morphin Power Rangers nos EUA se deu porque eles não tem o que fazer para adaptar Shinkenger.
Shinkenger parece até que foi feita porque alguém dentro da Toei não aguentava mais tanta adaptação.
Se minha idéia for real, o público americano é nojento demais (”somos os donos do mundo, bla bla bla”) e não tiveram como “provar” que, numa adaptação, a temática da série possa ser americana.
Tudo neles exala oriente, e caso em 2011 eles adaptem Goseiger essa teoria estará confirmada.
Vai ser divertido esperar pra ver
E concordo com o Flávio. Tudo bem que na época da exibição de Tiga no Brasil aqui em Porto Alegre nem tínhamos esse canal disponível, mas tb acho que a série não tivesse condições para causar um novo “boom”.
Ryukendo eu não entendi qual foi a estratégia comercial, pois ao que parece, não houve nenhuma.
Não vi nem sequer um adesivo ou mochila à venda. Nem pirata e nem oficial.