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A notícia sobre o filme deste personagem foi um dos assuntos mais polêmicos na época de seu lançamento, afinal Hakaider era nada mais nada menos do que o vilão na série Jinzou Ningen Kikaider datada de 1972. E agora, totalmente reformulado aparece como um herói, o Justiceiro Hakaider.
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Produzido pela Toei Company, criação inicial de Shotaro Ishinomori (o pai de Kamen Rider) e direção (incluindo modificações no personagem) de Keita Amemiya o filme data de 1995 e foi exibido na Toei Festival (com posterior lançamento em vídeo). Inicialmente saiu com 55 minutos mas depois foi lançado da versão “Director’s Cut” dando ao total 77 minutos de filme. A trilha sonora deu conta do recado, porém os efeitos sonoros pecaram um pouco, tirando o brilho das lutas.
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No futuro não tão distante existe uma grande cidade chamada Jesus Town.
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Seu líder Guljev se orgulha da paz e justiça que reinam no local onde qualquer palavra contra o governo é combatida de forma um tanto…apavorante. Sua posição de comando é mantida por seu braço direito, o ciborgue Mikael e um numeroso exército de soldados subservientes.
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O destino apresenta mudanças quando saqueadores descobrem um rapaz sentado e acorrentado num local inóspito, extremamente sombrio e abandonado fora dos limites da cidade. Em um momento de pânico eles atiram com medo do “homem” a sua frente mas descobrem que o rapaz é muito mais do que aparenta ser. Diante de seus olhos surge o Hakaider passando por cima de todo mundo até não sobrar mais ninguém de pé.
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Sem memória, sem destino, ele descobre uma motocicleta também acorrentada e se deixando guiar pelo instinto vaga pelas estradas até entrar ilegalmente no território de Jesus Town.
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Inicialmente nenhuma força no planeta podia parar Hakaider que possui força descomunal. Seu rifle também ajuda fazendo o papel de bazuca. Mais e mais soldados são deslocados enquanto Guljev reconhece Hakaider como uma experiência falha do passado, um fantasma.
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Hakaider então é pego de surpresa pelo inimigo mas é salvo por um grupo de rebeldes que planejam derrubar Guljev e formar outro governo. Dos rebeldes quem se torna sua amiga é Kaoru. uma jovem intrigante que trata bem Ryo (o nome humano de Hakaider).
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Porém Mikael e suas tropas descobrem o esconderijo dos rebeldes e uma chacina tem início. Hakaider é atirado do alto do prédio com o impacto.
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Ele se recupera e encontra Kaoru vagando na cidade, quase sem forças após o “diálogo” com Mikael. Realizando a vontade de sua amiga e amada Ryo a leva para um dos únicos lugares livres da tirania em Jesus Town, com natureza e água abundantes. É ali que ela finalmente alcança sua liberdade…
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A fúria toma conta do ciborgue que parte direto para a Central de Comando, reduto de um apavorado Guljev. Destruindo tudo por onde passa e salvando quem pode ele finalmente chega em um grande salão branco.
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Enquanto não há nenhum sinal de Guljev quem aparece é Mikael vindo das sombras. O contraste entre suas armaduras é uma ironia. Mikael é um ciborgue de cor predominantemente branca enquanto Hakaider é todo negro.
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Os dois ciborgues param um em frente ao outro e se estudam sabendo que um movimento errado será o fim.
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E o que irá acontecer entre os dois é algo que você terá de assistir para saber…
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Esta é uma longa análise sobre o filme. Assistindo você consegue imaginar algumas coisas. Primeiro, que esta experiência parece uma mistura de Robocop com Jiban com Mad Max e mais uma pitada daquelas cidades que aparecem nos jogos de RPG para Playstation. O filme é envolvente e você não sente o tempo passar. Possivelmente irá desejar duas horas a mais de filme, ou irá detestar pelo semblante pouco interessado de Ryo sobre algumas coisas.
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Alguns toys foram lançados, como bustos com o personagem principal e mesmo Hakaider e sua moto, ideal para colecionadores de miniaturas.
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Se por um lado mundialmente o filme é até elogiado, o japonês, fiel a série Kikaider, repudiou a obra. Mesmo o filme não tendo nenhuma ligação com a série dos anos 70 aparentemente o público não poderia ver Hakaider (que pela tradução livre seria “Motoqueiro Destruidor“) como um herói vingador. Isso certamente arranhou a carreira do brilhante diretor Keita Amemiya, pelo menos perante a produtora Toei Company.
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Uma última curiosidade. Quando Ryo chega na fronteira para Jesus Town há de se reparar em cartazes de “procura-se” colados atrás do fiscal. Um deles é de um personagem do diretor Amemiya pertencente ao filme Kamen Rider J, de 1994.
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E apenas para lembrar, a Perfect Zect lançou o filme Jinzou Ningen Hakaider legendado em Português!
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